sábado, 17 de março de 2012

A Arte do Vitral - 01

O VITRAL É UMA ARTE PRAZEROSA


Earthlore Imagery: Stained Glass of Saint Luke
As leis que regem a composição dos vitrais têm características distintas das leis da pintura. As figuras dos vitrais têm apenas duas dimensões porque, sendo atravessadas pela luz e não iluminadas pela luz ambiente, é inútil que procurem dar a ilusão de volume e de perspectiva.
Além disso, o vitral é um mosaico de vidro, montado para ser visto de longe, na escala de arquitetura. Se o observarmos de perto, em museus, por exemplo, notaremos que o desenho é sumário e só o efeito de conjunto é visado. As formas são destacadas sobre o fundo. Os perfis que circundam os contornos servem não apenas para reunir solidamente os pedaços de vidro mas também para realçar as formas e cores com nitidez. O desenho, que só aparece onde é absolutamente necessário, é traçado em largas pinceladas e num só tom de castanho.
Fonte: Janelas do Paraíso - Monfort

                                   É UM HOBBY PARA MUITOS
Móbile Vitral decorativo Tulipa - Tineke Geuer
Móbile Vitral decorativo Lua - Tineke Geuer

UMA ARTE PARA POUCOS


Vitrais da Paroquia de Santa Tereza d'Ávila 
Fotos exclusivas de Vitrais Ton Geuer (www.vtg.com.br)
 proibido a reprodução dos mesmos sem mencionar sua origem e autoria.

Por Ton Geuer

É TAMBÉM ARTESANATO
Fonte desconhecida
Porta Vela - Tineke Geuer

UTILIZADOS EM JANELAS PARA IGREJAS E CAPELAS
Capela São Vicente/CampinasVitrais Ton Geuer 
Capela Particular/Piracicaba - Vitrais Ton Geuer

LUMINÁRIAS
Residência particular/Monte Verde/MG - Tineke Geuer 
Luminária de parede/Monte Verde - Tineke Geuer
         


Também útil para caixas, relógios, portas, portas de armário, porta retratos e muitos outros objetos decorativos.


terça-feira, 6 de março de 2012

Luz revelando significado

  Junichiro Tanizaki, em seu livrinho “In praise of Shadows”, descreve o senso de tranqüilidade que acompanha a escuridão na cultura tradicional japonesa:
“...quando nós olhamos fixamente para dentro da escuridão que dobra atrás da linha de luz em volta do vaso de flores, abaixo da prateleira, ainda que nós saibamos perfeitamente bem que isto é mera sombra, nós estamos superando com o sentimento que nesta pequena esquina da atmosfera reina completa e expressa silêncio, que aqui na escuridão imutável de tranqüilidade abraça a agitação.”

terça-feira, 15 de novembro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Aspectos do VITRAL


Capela São Vicente (Campinas/SP) - artista Ton Geuer

Entre as formas conhecidas de arte, o VITRAL ocupa uma posição única e peculiar, por sua ligação íntima entre o vidro e luz.

O vitral é uma arte dinâmica. Transmite e difunde  vida, através da luz, se modificando de acordo com a hora do dia,  época do ano, o tempo lá fora.

O florescimento da arte na Idade Média tem sua causa na filosofia  de Platão e Neoplatônica  da Luz, quando surgiram janelas refulgentes para iluminar o espírito do homem, para que, através da luz, pudesse entender a LUZ DIVINA.

Quando surgiram as primeiras igrejas e  catedrais em grande estilo, resplandecia o magnífico colorido dos seus vitrais. O efeito deve ter sido estonteante. Assistir uma cerimônia religiosa não era simplesmente uma instrução espiritual e um consolo, mas se tornou uma interiorização num mundo muito fechado cheio de maravilhas. De um lado, o vitral era o que se poderia chamar o "Cinema Medieval",  do outro lado, transmitia uma idéia, uma mentalidade mística, que aproximava os homens a Deus.

Neste sentido se expressou o escritor francês René Bazin, quando disse: ...."Um vitral é uma atmosfera, um ambiente" , antes de ser uma imagem.

Nos séc. 17 e 18, os próprios vitralistas, acabaram com sua arte,  usando de tintas de alta temperatura, sacrificando a propriedade essencial do vidro: a vida e o vigor das cores translúcidas. Em meados do séc 20, houve um renascimento largo e profundo. 

Há muito não se trata mais de uma arte puramente religiosa , cada vez mais adentra em construções residenciais, comerciais e arquitetônicas.

Em comparação com outras artes, o vitral depende também de experiência artesanal. Não se deve esquecer  que o principal instrumento do vitralista consiste em sua mãos, capazes de modelar no vidro uma ideia, um projeto ou um sonho. Além disso, a criação e a ortodoxia não se dão bem, já que para criar é necessário transgredir normas, isto é, experimentar.

No entanto, a técnica, o conhecimento dos materiais e a aplicação das ferramentas adequadas são elementos necessários para a execução dos desenhos com maestria e qualidade.

Painel Expoflora 2009 - Vitrais Ton Geuer
                                                   
Fonte:
Glasfenster Der Welt - Orbis Verlag 
O Vitral - Pere Valperes

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Stained Glass = VITRAL

O nome "Stained Glass", originou do antigo processo da aplicação de aditivos  no vidro derretido, para criação de cores,  e dar aparência de manchas.Componentes da fórmula original, também usadas para dar a forma e criar pequenos detalhes, como um rosto expressivo ou dobras em um robe. O método atual para criar estes detalhes ainda é o mesmo.
No entanto, para criar cores sólidas ou turbilhão, os aditivos são adicionados à mistura ainda líquida em alta temperatura.. O nome "stained glass" representa este processo e tornou-se a frase " nomenclatura" para designar o trabalho artístico de vidros coloridos  com chumbo, o nosso conhecido "Vitral"
As barras de chumbo que atravessa os desenhos primitivos encontrados em igrejas e catedrais eram utilizadas apenas para o apoio estrutural. Hoje, as linhas de chumbo, na maioria das criações  dos vitrais tornou-se parte integrante do projeto artisticamente, além de fornecer suporte estrutural

domingo, 12 de junho de 2011

Curso de Vitral Intensivo

Curso de Vitral  

ARTE , TRADIÇÃO, CRIATIVIDADE . 

Viaje com suas mãos através dos séculos, tendo contato com esta arte milenar.








VITRAL

É uma composição artística, cujo material usado são os vidros transparentes, coloridos, lisos ou com texturas, montados interligando perfis de chumbo e soldados com estanho.

APLICAÇÕES
Pode ser aplicado em vários ambientes inserido em portas, janelas, vãos, tetos, biombos, claraboias, ou assumir formas de objetos, como luminárias, porta jóias, espelhos e outros objetos decorativos.  As peças possuem forte caráter artístico e uma produção artesanal.

CURSO INTENSIVO BÁSICO
No curso intensivo básico, o aprende-se a técnica tradicional com vidros coloridos e perfil em H numa peça de 20 X 20 cm.

PÚBLICO ALVO
Amantes desta arte e  pessoas que queiram aprender como hobby,uma forma terapêutica ou profissional ou funcional, depende basicamente do interesse .

METODOLOGIA
Exposição da técnica, explicação e demonstração das possibilidades da aplicação do vitral.

Prática que inclui corte, montagem e acabamento. Todas as  etapas necessárias para a obtenção de uma peça

AULAS
Em grupo de até seis pessoas ou individuais ( a combinar ).

MATERIAL
Todo material necessário para a montagem de uma peça 20×20 ( amostra que será do aluno) é fornecido pelo curso e as ferramentas são de uso mútuo.
Será oferecido materiais e ferramentas para venda, conforme interesse.



PRÓXIMA DATA.....28/04/2018

Local  - Campinas/SP
Facilitadora - Tineke Geuer Argueta

                      

horário: 9:00 às 17:00 hrs (intervalo para almoço)  


Inscrição/Informação

tine.geuer@gmail.com
fone 19 33423242
watts 19 995196902
 





sábado, 11 de junho de 2011

História do Vitral - Período Pré-Romântico e Romântico

O grande desenvolvimento do vitral, iniciou-se juntamente com o aparecimento do Cristianismo e evoluiu principalmente durante os períodos Romântico e Gótico. Houve um longo período de decadência, para ressurgir com força nos séculos XIX e XX, sendo até hoje, uma das artes mais vivas e renovadoras do panorama artístico. Surgiram novos materiais , mas os grandes artistas, continuam usando as técnicas do passado, que as máquinas e novos sistemas não conseguiram superar.
No período Pré-Romântico , o vitral artístico mais antigo conservado, não estava relacionado à arquitetura, mas sim com a ouriversaria. Uma peça formada por diversos pedaços de vidro unidas com chumbo, que representavam uma cruz com adornos florais aos lados e as letras Alfa e Ômega flanqueando-a.
Em 1932, foi encontrado um pequeno vitral fragmentado, representando a cabeça de Cristo , em Lorsch que se julga ser do século IX e outra em Wissembourg, constituindo-se as imagens mais antigas conservadas intactas. São consideradas as primeiras amostras  da técnica " grisallie", com traços quase grotescos dos olhos, cabelos e barbas, assim como a veladura ocre que modela as sombras em união aos perfilados, técnica usada até hoje.

No período Romântico, as paredes das igrejas eram espessos e ostentavam pequenas aberturas para a passagem de luz. Quando se tratava de igrejas importantes, essas aberturas eram decoradas com vitrais, com predominância de medalhões em miniaturas, representando personagens e cenas biblícas. O maior desenvolvimento se deu na França, tendo como destaque: Catedral Le Mans, Portiens e a Catedral de Chartre, além de outras.


Detalhe Catedral Chartres