Transparência, formas, cores. Explorar, criar, cortar, lapidar, unir pedaços e transformá-los na mais pura expressão de arte, luz e sentimento.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Vitral
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O vitral (do francês vitrail) é um tipo de vidraça composta por pedaços de vidro coloridos ou pinturas sobre o vidro que, geralmente, representam cenas ou personagens. É um dos elementos arquitectónicos característicos do estilo gótico.
Tendo florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas e catedrais, uma vez que o efeito da luz do sol que, por eles, penetrava, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.
Adicionalmente, serviam como recurso didático para a instrução do catolicismo a uma população majoritariamente iletrada.
TÉCNICAS
As técnicas utilizadas para a produção de vitrais são:
- Tradicional- empregada até aos nossos dias, emprega peças de chumbo em formato de "U" ou de "H" como suporte para os diversos vidros que constituem o painel. A cor nas peças de vidro era originalmente obtida pela adição de substâncias como o bismuto, o cádmio, o cobalto, o ouro, o cobre e outros, à massa de vidro em fusão.

Alquimia-montagem com chumbo - Tiffany - criada por Louis Comfort Tiffany no início do século XX, também é referida como vidro e fita de cobre. As peças de vidro, envolvidas pela fita de cobre, são estanhadas e soldadas entre si. A coloração é obtida como na técnica tradicional. Embora pouco usada em grandes superfícies, permite a montagem de pequenas peças em três dimensões, como por exemplo caixas, candeeiros, e outras.
Imagem internet - Fusing - consiste em fundir vários vidros num só

Imagem internet - Overlay - técnica contemporânea, que emprega um vidro-base (por exemplo, de tipo martelado, duplo, laminado, temperado ou outros), que recebe uma camada ("layer") que contem as pistas em relevo e as áreas coloridas. Essa camada pode ser criada diretamente no vidro por reação química de resinas epóxie materiais compósitos mas há empresas, como a britânica Decra-Led, que fornecem tiras de chumbo e películas de cor auto-colantes que, embora com pouca durabilidade, permitem uma montagem vertical em janelas já existentes.

Imagem Internet - Termoformado - consiste em dar volume a um vidro plano, utilizando um molde que dá forma ao vidro após este ser fundido a alta temperatura. Em conjunto com a técnica de "fusing", permite criar vitrais tridimensionais, como por exemplo em candeeiros, cinzeiros, pratos, e outros.
- Técnica de Grisalha e Esmaltes - Usada em conjunto com a técnica "tradicional". A grisalha é uma "tinta" artesanal usada para pintar pormenores (caras, mãos, sombras) pequenos demais para serem recortados em chumbo. Adere ao vidro depois de um processo de cozedura, resultando geralmente em tons amarelo/castanho. Na sua fórmula entram componentes como o nitrato de prata, goma e componentes mais ou menos secretos ou exóticos, como o vinho ou mesmo a urina. Os esmaltes são produtos transparentes compostos por partículas de vidro e óxidos misturados e levados a uma temperatura de fusão, o que confere cores de grande vivacidade ao vidro.

Imagem Internet - Gemmail - uma justaposição de fragmentos de vidros coloridos, por vezes superpostos, que são colados uns aos outros, formando composições translúcidas.

Imagem Internet - Técnica de gravação - também denominada de foscagem, é baseada em moldes em metal, cera ou película, e permite gravar os vidros com ácido ou jato de areia. Por ser acromático, não é considerado verdadeiramente um "vitral".

Imagem Internet - Pintura - produz um falso vitral. O vidro substitui a tela como suporte e são empregadas tintas translúcidas. De baixo custo e execução relativamente simples, apresenta baixa longevidade.

Imagem internet
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| Alquimia |
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Um pouco da história dos vitrais do Mercado Municipal de São Paulo SP
6 Outubro 2015
Professora Dra. Regina Lara Silveira Mello / Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas.
Nos vitrais, a pintura complementa o colorido dos vidros, serve para a criação de sombras e tonalidades, para o aprimoramento das formas, para a modulação da luz. A arte do vitral desenvolveu-se enormemente durante o período medieval, momento em que, com a afirmação do gótico como expressão da arquitetura, as composições de vidros coloridos passaram a vedar grandes superfícies das igrejas e, além das funções decorativas, ganharam funções pedagógicas, ensinando aos fiéis, por meio de imagens, a vida de Cristo, dos Santos e passagens da Bíblia.
Entre os séculos XIV e XVI, os vitrais passaram a ser utilizados como formas de iluminação dos ambientes e a pintura dos vidros adotou a perspectiva, o que tornava os vitrais semelhantes aos quadros. Sua utilização ampliou-se dos espaços públicos, em especial das igrejas, para os ambientes privados, como palácios e sedes de corporações. As representações neles contidas se estenderam, então, para a heráldica, para as epopeias, para as caçadas e para a mitologia. No Estado de São Paulo, a utilização de vidros coloridos e pintados, montados em perfis de chumbo para decoração e iluminação de ambientes, correspondeu à fase moderna do desenvolvimento da arte de produzir vitrais.
Na capital, ampliou-se a partir da virada do século passado, com a expansão de novos bairros, a monumentalização dos edifícios públicos e o requinte arquitetônico das residências. Até hoje vitrais de edifícios públicos paulistanos, como os do Palácio da Justiça e do Mercado Municipal, causam admiração pela proporção, beleza e integração com o projeto arquitetônico. Representando temas históricos ou referentes às funções públicas dos edifícios, as imagens formam um conjunto das representações que, a partir do fim do século anterior, criaram e reafirmaram um perfil de São Paulo diante do Brasil.
Sob esse ponto de vista, os vitrais, além de peças de arte, constituem importantes documentos históricos. Eles nos falam do forjar de ideias que se tornaram referência e moldam nossa relação com o passado e com o presente, justificando papeis e responsabilidades sociais. Produtos materiais de cultura, parte de nosso patrimônio histórico e objetos de fruição de beleza, os vitrais expressam por meio do poder das imagens a tradição, a excelência econômica e cultural de São Paulo, o trabalho, a determinação e o progresso.
Outras possibilidades de criação do vitral podem ser observadas no Mercado Municipal de São Paulo, 1933, que apresentam um tom quase jornalístico a temática dos vitrais. Ali aparece o homem flagrado no momento de seu trabalho: alimentando animais de criação, colhendo café, transportando bananas, tocando o gado. Cenas da agricultura, avicultura, pecuária, mostrando agricultores trabalhando de forma bem rudimentar, numa época anterior à mecanização. Tudo retratado dentro de um realismo fotográfico no que diz respeito à paisagem, à proporção e à profundidade dos elementos representados, buscando a autenticidade das informações.
Vista noturna dos vitrais e Mercadão..Foto: André Estéfano.
Vista noturna dos vitrais e Mercadão..Foto: André Estéfano.

Cenas do cotidiano da vida no campo na década de 30.

Plantação de café.

Agricultores trabalhando na lavoura.

A colheita e o transporte de bananas.

Boiadeiro conduzindo a manada de bois através do rio.
Os 5 vitrais que retratam cenas da vida no campo, estes foram criados por Conrado Sorgenicht Filho que já tinha a tradição na família, cuja técnica foi trazida da Alemanha no século XIX pelo seu pai, Conrado Sorgenicht.
Conrado Sorgenicht (filho) andou pelas fazendas do interior do Estado de São Paulo, acompanhado de seu filho Conrado (neto), que já trabalhava no ateliê desde 1922, fotografando lavouras para registrar as ferramentas utilizadas, os meios de transporte, os animais de pequeno porte sendo criados soltos. Inspirados nestas fotos, o vitral foi criado. A criação dos vitrais levou 5 anos. Os vitrais foram restaurados no final dos anos 80 por Conrado Sorgenicht Neto.***
Professora Dra. Regina Lara Silveira Mello / Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas.
- Fonte...http://saopaulosao.com.br
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 14 de maio de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Aprenda a técnica do Mosaico
Curso Completo de Mosaico
Aprenda a técnica de mosaico criando a sua obra de arte. Resgate o seu lado artistico através da união de cores, fragmentos e de sua criatividade. Através de ferramentas e da aplicação em diversas técnicas, você vai desenvolver 5 peças: um porta-joia, uma mandala, um numeral para sua casa, uma luminária e um tampo para mesa de apoio- Carga horária:36 horas, que são divididas em 12 aulas de 3 horas cada
- Nível do curso:Básico e intermediário
- Público-alvo:Artesãos, artistas plásticos, pintores, decoradores, arquitetos designers de interiores e demais interessados em aprender a técnica do mosaico.
- Objetivo geral:Aprender a técnica de mosaico, do corte correto das pastilhas e vidros coloridos, preparação da base à montagem das peças
- Pré-requisitos:Não há pré-requisito.
Kit das peças de base e o material para a execução destas peças.
Apostila
Ferramentas (uso coletivo nas aulas)
Não Incluso: Base de ferro para a mesa de apoio e para a luminária
Aulas: Terça-feira ou Quinta-feira
Horarios: das 9h00 às 12h00 ou das 14h00 às17h00
Informações
Inscrições:
fone: (19) 995196902email: tine.geuer@gmail.com
domingo, 19 de outubro de 2014
ALQUIMÏA: Cursos Vitral e Mosaico
ALQUIMÏA: Cursos Vitral e Mosaico: Programe-se: Próxima Data para Curso Vitral Artístico Criatividade, Arte, Hobbyterapia VIT...
domingo, 9 de março de 2014
Mandalas, móbiles, Porta Chaves....
Mandala - É uma palavra sânscrito que significa Círculo. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia. Em várias épocas e culturas, foi usada como expressão científica, artística e religiosa.
São coloridas
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| Móbile mosaico borboleta |
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| Móbile Sol e Lua |
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| Móbile formas |
Alegres
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| Colibri |
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| Mandala Coruja |
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| Mandala Lua |
E dão um toque especial em sua decoração.
domingo, 5 de maio de 2013
Luminárias com vidros e seus reflexos em luzes
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Arte e Meditação
7/1/2013 9:17
Por Frei Betto - do Rio de Janeiro
Participei, em fins do ano passado, de três encontros com grupos de oração em torno do tema arte e meditação. Toda obra de arte é sacramento, sinal sensível do que não se vê e, no entanto, ela expressa. Dela emanam sinais polissêmicos. Ela “fala” a cada observador. E este estabelece com ela uma relação sujeito-sujeito, dialógica, interativa. A arte desperta-nos a intuição e a emoção. Nos re-liga com algo que, até então, escapava à razão. Daí sua relação com a religião. Ela emite sinais que não são controlados nem pelo artista nem pelo apreciador.
A arte, como a meditação, nos induz ao mergulho no próprio eu, lá onde o ego se desfaz qual botão de rosa a se abrir em flor, e nos aproxima da ideia de beleza e harmonia. Enleva-nos, faz-nos apalpar o Mistério, balbuciar o impronunciável.
Ao contemplar ou desfrutar da obra de arte – pintura, balé, música – ela se metaboliza em nossa sensibilidade. Ao meditar, refluímos os cinco sentidos no núcleo axial que nos remete ao verdadeiro eu e que, na verdade, é um outro que funda nossa verdadeira identidade.
O que é, hoje, obra de arte? Há uma dessacralização da arte. O início desse processo talvez possa ser demarcado pela obra “A fonte”, de Marcel Duchamp, criada em 1917, e representativa do dadaísmo. Trata-se de um urinol de porcelana, idêntico a milhares encontrados em mictórios públicos. Exposto em Paris, está avaliada em 3 milhões de euros.
Hoje em dia o valor da obra de arte, sua aceitação pelo público, tem muito a ver com a performance do artista. Vide os cantores pop. E é o mercado, apoiado na mídia, que determina o que tem ou não valor.
Muitos artistas morreram sem serem reconhecidos, como Van Gogh, que em vida jamais vendeu uma tela. Presenteou seu médico com o quadro “Rapaz de quepe”, que o doutor aproveitou para tapar um buraco no galinheiro de sua casa… Há pouco esta tela foi vendida por US$ 15 milhões!
Todo artista se julga digno de valor e reconhecimento. Isso, entretanto, depende dos críticos, da mídia, da reação do público. São raros aqueles que, mesmo sem cair no gosto do mercado, permanecem fiéis a seu talento criativo.
O que pode ser admirado hoje, pode ser desprezado amanhã. É o caso de um dos autorretratos de Rembrant. A cada vez que deixava a Holanda, a tela era assegurada em US$ 4 milhões. Uma comissão de peritos e críticos, que analisou todos os quadros atribuídos ao genial pintor holandês, concluiu que um dos autorretratos, embora assinado com o nome dele, não pode ser atribuído a ele. A obra caiu no ostracismo…
O nosso olho, a nossa sensibilidade para a obra de arte, são condicionados pela opinião pública. Esta tende a ser elitista. Considera arte o que atrai o público pagante; e folclore o que atrai pessoas desprovidas de recursos.
Não me agrada a adjetivação “arte popular”. Nessa categoria costumam entrar as obras de todos que não possuem suficiente erudição artística nem frequentam as rodas que se fecham em galerias sofisticadas ou palcos refinados.
A meditação, como a arte, exige cuidado, ascese, empenho, confiança na própria capacidade criativa. Tanto a arte como a meditação nos conectam com o Transcendente, nos fazem emergir da esfera da necessidade para a da gratuidade, dilatam em nós potencialidades que nos fazem “renascer”.
Não é sem razão que as religiões, sobretudo em suas liturgias, tanto recorrem à arte e têm sido, ao longo dos séculos, escolas de artistas. Quantos cantores e músicos estadunidenses não iniciaram sua arte em igrejas evangélicas!
Infelizmente o mercado nos impõe, pela mídia espetaculosa, o mero entretenimento como se fosse obra de arte. Nisso se parecem às liturgias que exacerbam nossa emoção sem nada acrescentar à nossa razão e, muito menos, ao caráter ético de nossa ação. Vide as showmissas.
A arte não há de ser de esquerda ou de direita, moralista ou inescrupulosa. Há de ser bela. Consta que eram nuas todas as esculturas e figuras pintadas por Michelangelo no Vaticano. Até que um papa escrupuloso pediu a Daniele Volterra, discípulo do genial artista, para cobrir com uma pincelada os órgãos genitais… censura removida recentemente por peritos japoneses. Volterra ganhou o apelido de “Il Braguetone”, O Braguilha…
Todo artista é clone de Deus. Extrai de sete notas musicais, dos movimentos do corpo, do desenho, do barro, do modo de narrar uma história, o que há de belo no humano e na natureza. Recria ao criar. E sempre o faz partir de um estado de concentração comparável à meditação.
Frei Betto é escritor, autor de “A obra do Artista – uma visão holística da natureza” (José Olympio), entre outros livros. http://www.freibetto.org – twitter:@freibetto.
Fonte.....http://correiodobrasil.com.br/ noticias/opiniao/ arte-e-meditacao/566880/
Fonte.....http://correiodobrasil.com.br/
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